Início Carros Renault Sandero e Logan vão trocar de nome? Entenda o que muda

Renault Sandero e Logan vão trocar de nome? Entenda o que muda

Família de compactos continuará derivada dos Dacia europeus, mas tanto hatch quanto sedan terão outra alcunha na troca de geração

A família formada por Renault Sandero e Logan no Brasil sempre foi derivada dos homônimos produzidos pela fabricante romena Dacia, uma subsidiária da empresa francesa, na Europa.

Com a troca de geração de Sandero, Logan e também do Sandero Stepway na Europa (veja aqui como eles ficaram), isso vai continuar acontecendo. Porém, em nosso mercado, Sandero e Logan devem trocar de nome quando chegarem à nova geração, em 2022. Essa história já foi contada pela Mobiauto no começo de dezembro.

Família de compactos continuará derivada dos Dacia europeus, mas tanto hatch quanto sedan terão outra alcunha na troca de geração

O sedan, muito provavelmente, se chamará Taliant. Um desenho do modelo ainda em desenvolvimento ostentando a nomenclatura na tampa do porta-malas foi vazado pelo fórum espanhol Cochespías. A palavra, inclusive, já está registrada no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).

Já o hatch ainda não tem alcunha conhecida. Há chances de se chamar Clio, ficando aliado à quinta geração do compacto europeu, que chegou a fazer sucesso no Brasil nos anos 2000, mas estacionou na terceira geração e foi descontinuado em 2017. 

Família de compactos continuará derivada dos Dacia europeus, mas tanto hatch quanto sedan terão outra alcunha na troca de geração

Apesar de serem carros diferentes, o nosso possível futuro Clio compartilhará a plataforma CMF-B e terá visual muito parecido com o do Clio V europeu, o que permitiria a associação. A tática seria similar àquela que a Renault pratica com o nosso Captur em relação ao gringo. 

Outros possíveis nomes para este novo hatch, também constantes no INPI, são Kardian e Ascalia. Por enquanto, os projetos são conhecidos pelos códigos internos XJF (hatchback) e XJI (sedan).

Família de compactos continuará derivada dos Dacia europeus, mas tanto hatch quanto sedan terão outra alcunha na troca de geração

Desde 2019 a Renault vem anunciando que desassociará os modelos que utilizam o emblema do losango daqueles produzidos pela Dacia. Daí a decisão de fazer com que Sandero e Logan de terceira geração virem carros com outros nomes em mercados como Brasil e Rússia, apesar de ainda aproveitarem a estrutura dos compactos feito pela marca romena.

Outro objetivo é fazer com que os dois novos modelos, que terão ar premium para brigar com Volkswagen Polo/Virtus, Chevrolet Onix/Onix Plus, novo Peugeot 208 e Honda City hatch/City sedan, convivam com hatch e sedan vendidos nos dias de hoje.

Família de compactos continuará derivada dos Dacia europeus, mas tanto hatch quanto sedan terão outra alcunha na troca de geração

Isso significa que os velhos Sandero e Logan têm tudo para seguir em linha e manter os nomes vivos, sendo comercializados em versões mais básicas com foco nas vendas diretas (em especial para locadoras). Usarão os mesmos motores 1.0 e 1.6 da família SCe. 

Já os possíveis Clio e Taliant estreariam o propulsor 1.0 TCe, um três-cilindros turboflex com injeção direta. Uma das especificações candidatas a compor a gama rende cerca de 110 cv e 20 kgfm com gasolina. Confira mais detalhes dos projetos no vídeo do quadro O Que Vem Pra Pista:

Como serão os novos Clio e Taliant

O colega Renato Aspromonte, do @overboostbr, preparou projeções exclusivas para a Mobiauto de como devem ficar os novos Clio e Taliant, baseadas nas imagens vazadas pelo cochespías. A produção ocorrerá em São José dos Pinhais (PR), junto com os atuais Sandero e Logan nacionais.

Por fora, tanto o visual dianteiro quanto traseiro dos novos terão forte inspiração no Clio V, com faróis contornados por guias de LED na forma de ganchos e lanternas bipartidas.

Família de compactos continuará derivada dos Dacia europeus, mas tanto hatch quanto sedan terão outra alcunha na troca de geração

Por dentro, o painel será basicamente o mesmo de Dacia Sandero e Logan de terceira geração, mas com o volante do atual Duster brasileiro. A central multimídia deve ser uma evolução daquela encontrada no próprio Duster, incluindo projeção sem fio de celulares.

Além do propulsor turboflex, a gama deve aproveitar os conhecidos 1.0 (três-cilindros) e 1.6 (quatro-cilindros) SCe aspirados, também flexíveis, de respectivos 82 e 118 cv quando abastecidos com etanol. 

Família de compactos continuará derivada dos Dacia europeus, mas tanto hatch quanto sedan terão outra alcunha na troca de geração

A primeira vertente deve ser usada exclusivamente pelo hatch e sempre manual, enquanto a segunda estará também no sedan, com opção de caixa CVT. Já os 1.0 turbo usarão um câmbio continuamente variável um pouco mais moderno, com simulação de marchas.

Família de compactos continuará derivada dos Dacia europeus, mas tanto hatch quanto sedan terão outra alcunha na troca de geração

Em dimensões, o novo hatchback medirá cerca de 4,09 m de comprimento, 1,85 m de largura e 2,60 m de entre-eixos, medidas herdadas do Dacia Sandero 3. Já o Taliant terá quase 4,40 m de comprimento e 2,65 m de entre-eixos, com porte muito similar ao do Virtus.

Outro projeto, de código HJD, dará origem a um SUV compacto abaixo do Duster e com os mesmos 2,60 m de entre-eixos do possível novo Clio. Deve chegar em 2023. Ainda há dúvidas sobre se será meramente uma nova geração do Stepway ou se também terá um nome diferente, sendo Kardian e Ascalia também candidatos a serem usados por ele.

Por Leonardo Felix

Fonte: Mobiauto

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