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Nova gasolina começa a ser produzida no Brasil. Veja os tipos à venda no País

Nova fórmula do combustível irá resultar em ganhos no consumo e rendimento dos motores

A nova gasolina, com as novas especificações estabelecidas em janeiro pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), começa a ser produzida no Brasil. Com formulação mais próxima do combustível vendido nos mercados europeus e americano, o combustível irá permitir ganhos em eficiência e desempenho dos motores, segundo especialistas.

Apesar do início da produção da nova gasolina , as distribuidoras terão até 60 dias para se livrar dos estoques antigos, enquanto nos postos este prazo termina no dia 3 de novembro. As principais novidades estão no estabelecimento do valor mínimo de massa específica para 715,0 kg/m³ (que irá impactar na redução do consumo de combustível em até 5% e dificultar a adulteração) e do valor mínimo para a temperatura de destilação em 50% (T50) para a gasolina A, de 77,0 °C (que irá resultar em um aquecimento mais rápido do motor).

Outra mudança está no método de medição da octanagem da gasolina, que até então era feita pelo padrão chamado IAD. Neste padrão, a octanagem da gasolina brasileira era de 87 IAD (comum e aditivada) e 91 IAD (premium). A partir deste mês, o Brasil passa a usar o padrão RON (mesmo adotado na Europa). Com isso, a gasolina brasileira passa a ser classificada com no mínimo 92 RON (comum e a aditivada) e 97 RON (premium). A partir de 1º de janeiro de 2022, a comum passa a ter como parâmetro mínimo 93 RON.

Vale lembrar que quanto maior a octanagem, maior a capacidade da gasolina de resistir à detonação, evitando o fenômeno chamado de batida de pino. Por esse motivo, o uso de combustíveis de octanagem mais alta é recomendado para extrair o melhor desempenho de motores de esportivos, carros preparados e de motores com taxa de compressão alta (acima de 10:1).

De resto, as especificações seguem inalteradas. A gasolina sem adição de etanol segue sendo produzida pela Petrobras, que repassa o produto para as distribuidoras, onde é feita a adição do etanol anidro. A comum e a aditivada seguem exatamente as mesmas regras em termos de percentual máximo de etanol (27%).

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Quanto maior a octanagem e a qualidade, maior a capacidade da gasolina de evitar a batida de pino e a contaminação dos fluidos do motor

A diferença nesta última fica por conta da adição de aditivos para manter o motor limpo e remover a sujeira formada no sistema de alimentação de combustível. O reflexo é um consumo menor e um desempenho superior do que em um propulsor acostumado a receber apenas a gasolina comum.

Já a premium (máximo de 25% de etanol ), na verdade, é mais de uma: a Shell V-Power Racing tem 98 octanas RON, enquanto a Ipiranga Octapro e a Podium tem 102 RON. Só que a premium da BR tem uma composição de enxofre de 30 ppm, abaixo do padrão de 50 ppm determinado pela legislação. Quanto menor do teor de enxofre, mais “limpa” a gasolina é em termos de emissões de poluentes e menor é a formação de sujeira dentro do propulsor.

Embora seja mais cara de produzir do que a gasolina “antiga”, a Petrobras destacou em nota que ainda não é possível falar em impactos positivos ou negativos nos preços, já que a empresa é responsável por 30% do preço final da gasolina na bomba. Mas no último dia 31 de julho, a empresa petrolífera anunciou uma redução de 4% no preço de venda do combustível para as distribuidoras.

Brasil x exterior

Divulgação
Será que no exterior a gasolina tem mais qualidade do que a brasileira?

Nos países da União Europeia, a gasolina comum tem uma octanagem mínima de 95 RON. Desde 2009, a legislação determina que o percentual máximo de enxofre no combustível seja de 10 ppm, valor que é cinco vezes menor do que o da gasolina comum brasileira. Já em relação à adição de etanol anidro, o máximo permitido por lei atualmente é de 10%, embora já exista um estudo para aumentar esse percentual para 20%.

Já nos Estados Unidos, em comparação com a nova gasolina brasileira, é permitido a venda de gasolina com até 15% de etanol por litro e há um limite de enxofre de 10 ppm. Por lá é seguido o padrão de octanas IAD e são oferecidos na bomba três tipos de combustível: Regular (87 IAD), Midgrade (88-90 IAD) e Premium (91-94 IAD).

Fonte: IG Carros

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