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Empresas de aluguel de carros terão aumento de 17% de receita em 2021, projeta Fitch

Retomada gradual do turismo interno, especialmente o de média e curta distância, deve favorecer as empresas do setor no próximo ano

A agência de classificação de riscos Fitch afirmou que a pandemia de coronavírus parece ter acelerado a locação de frota (GTF) e locação eventual de veículos (RaC) por indivíduos e empresas. Para 2021, a agência projeta um aumento médio de 17% das receitas das empresas do setor com base nesses fundamentos.

No segmento de aluguel de carros (RaC), com a retomada gradual do turismo interno, especialmente o de média e curta distância, a demanda dos motoristas de aplicativo, o aluguel corporativo eventual, aumento do aluguel mensal renovável para pessoa física e as novas tendências de mobilidade devem ser os principais vetores de crescimento em 2021.

Em gerenciamento de frotas e locação de máquinas e equipamentos, a ainda baixa penetração — de um mercado muito fragmentado — e o aparente aumento da preferência de algumas empresas pela locação, em detrimento da imobilização de capital, podem suportar o crescimento esperado para o setor.

Para a Fitch, o mercado para a venda de veículos usados seguirá resiliente, beneficiado pela elevação dos preços dos veículos novos e por um mercado de novos pouco abastecido no primeiro semestre de 2021.

Para 2021, a Fitch projeta que a receita e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) das companhias cobertas pela agência crescerão, de forma agregada, 17% e 19%, respectivamente.

As companhias devem manter forte perfil de liquidez, sustentado pela estratégia de manutenção de caixa em níveis superiores à dívida de curto prazo, pelo considerável volume de veículos desonerados e pelo bom acesso das mesmas aos mercados de capitais.

Os riscos apontados pela Fitch estão relacionados a uma deterioração não antecipada do mercado de crédito, a um aumento inesperado da taxa de juros e, principalmente, a incertezas quanto à velocidade da retomada da indústria automotiva, que pode restringir o ritmo de crescimento das locadoras — principalmente no primeiro semestre.

Por Allan Ravagnani

Fonte: Valor Investe

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